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Presidente da FBF e sua história vitoriosa!

Entrevistado por Toni Silva
Ednaldo Rodrigues - FBF
23/10/2008


O Futebol Nordeste quer saber como tudo começou Ednaldo Rodrigues...
Eu sempre gostei de futebol desde criança e em Vitória da Conquista minha terra natal e com muito orgulho, eu joguei numa equipe que era uma das mais tadicionais da cidade, a equipe do União Atlético Clube.

Nunca fui um craque, mas sempre joguei minha bola e sempre ajudou o União. Tinha muitos craques e era uma família dentro do clube.

Fui um dirigente cedo, em decorrência inclusive de já saber que o União precisava de uma pessoa para divulgar as suas trajetórias, já que era o time mais requisitado daquela região de Conquista pra fazer amistosos.

Tinha o presidente do clube, que era Wilson Portela, mas eu ajudava e era relações públicas, mandando as notas pra imprensa e foi assim que tomei gosto pela área de dirigente de futebol e comecei a organizar quadro de associados e se criou um ambiente muito bom.

Depois me tornei presidente do União. Saindo do União fui pra liga de futebol de Vitória da Conquista, já que tava sem diretoria e ajudamos a montar a liga automaroense e partimos pra organizar campeonatos de bairros, chegando a regularizar a situação da liga de futebol da cidade e nesse primeiro ano de liga, já fomos campeões do Intermunicipal de Seleções, vencendo por dois a zero a Seleção de Serrinha, dentro da casa do adversário. Então foi assim que tudo começou.

Dirigir futebol no início foi fácil ou você chegou a pensar em desistir?
Eu tive sempre uma formação administrativa, contábil. Eu estudei contabilidade, concurso técnico e depois fiz curso superior em ciências contábeis, sou graduado em ciências contábeis e com isso fui mesclando com o futebol.

E ai comecei a aprimorar dentro do assunto direção de ligas e gostei desse meio. Então resolvi continuar como dirigente.

Eu era gerente geral da Coca Cola em Vitória da Conquista e depois fui transferido para Salvador, onde pude representar a liga de Conquista e de outras ligas da região.

E fui sempre de passar pela Federação pra dar entrada em algum documento dessas ligas, o presidente Marcos Andrade Dias através do seu diretor do interior, Gideon Soares e Pedro Roberto Lima Santos que era vice presidente da FBF, me convidaram para fazer parte da diretoria da entidade, no cargo de sub diretor de futebol profissional.

Depois fui para o departamento do interior e comecei a fazer um trabalho de organização com as ligas municipais.

Com a saída de Marcos Andrade da presidência, eu pensei também em sair, mas com o convite de Virgílio Elísio, resolvi continuar na FBF.

Meu nome foi escolhido pelos clubes e pelas ligas para substituir o atual presidente e fiquei por quatro anos como vice presidente e depois fomos eleito por aclamação e como era chapa única tivemos na ocasião a totalidade dos afiliados votando pela nossa eleição.

Daí então estamos nesse segundo mandato e vamos continuar lutando pelos clubes da Bahia.

Você temia por estar na capital, ser chamado de defensor dos clubes considerados como grandes (Bahia e Vitória) pelos clube do interior?
Sempre quis fazer um trabalho aberto pra todos e reconhecemos o peso dos dois grandes clubes da capital, mas sabiamos que esses clubes do interior teriam que avançar no cenário nacional.

Propostas e fórmulas diferentes das que vinham acontecendo, para apoiar também os clubes do interior e começamos a fazer uma nova jornada no futebol baiano.

Em 2001 a final já foi capital e inteior e com uma final fora da capital. Queriam lçevar o jogo pra Feira de Santana e deixamos a nossa marca como administrador e respeitando a leia que confirmava a partida final da terra do velho chico.

Em 2002, outra vez a capital decidiu com o interior com Vitória e Fluminense, em 2003 repete-se uma nova situação com Vitória e Catuense.

Depois por dois anos foram dois BaVis na decisão. Já em 2006 o interior brilhou de vez com o Colo Colo sendo campeão dentro do Barradão.

Os clubes da capital já começaram a observar que o futebol do interior já estava num grande avanço.

Em 2007, nós tivemos quatro equipes disputando o título, com Atlético, Poções, Vitória e Bahia. Em 2008, foi o campeonato mais motivado do futebol baiano em todos os tempos.

Com quatro equipes com a possibilidade de conquistarem o título e que foi decidido com um gol de diferença. Realmente o nosso futebol está crescendo a cada ano.

Como será o campeonato baiano em 2009?
Vamos colocar no arbitral dos clubes, uma nova fórmula de disputa e esperamos ser atendidos. A nossa proposta é pra que duas equipes subam e duas equipes sejam rebaixadas.

Pretendemos também mudar o estilo da competição com dois grupos jogando entre si, e que tenhamos também semi-finais e finais.

Motiva mais o campeonato e deixa mais forte a competição. Queremos também começar o baiano da segunda divisão logo depois do término da primeira.

A idéia seria uma vaga para ascesso na segunda divisão e outra vaga no campeonato do interior que começaria em Julho, para também presentear com uma vaga à elite.

Seria uma competição mista com clubes da segunda e primeira divisão. Os clubes da segunda divisão iriam brigar por mais uma vaga na elite e os clubes da primeira divisão iriam embusca da primeira vaga para a série D em 2010.

Seria um jeito de arrumar patrocínios e os clubes não iriam parar suas atividades. Esperamos apenas que os clubes possam se modernizar e encarar com muita vontade essas nossas propostas.

Como a FBF analisa as duas grandes equipes do futebol baiano ( Bahia e Vitória )?
Com relação a cada clube, os nossos afiliados, tem independência administrativa e financeira e a federação apenas ajuda no que for necessário e no que for procurado a essa entidade, mas eu digo sempre o seguinte: Profissionalismo eu costumo falar que é aquele trem bala que tem lá no Japão, com uma velocidade de mais de trezentos kilometros e a pessoa tem que estar preparada para subir nesse profissionalismo ou então vai ficar realmente naquela velha locomotiva e na contramão da história.

A cada momento exige mais daquele que dirige um clube e que participa de uma série maior no futebol brasileiro.

A cobrança é grande e sabe que os torcedores querem resultados. O clube tem que crescer de uma forma admistrativa e patrimonial, e também não esquecer que ele deve manter os torcedores interessados pelo clube, e tem que ter conquistas. Teremos que estar preparados para tudo.

O campeonato do Nordeste sumiu de repente, o que representava esse campeonato para os clubes da Bahia?
O campeonato do Nordeste não só representava para os clubes da Bahia, mas também para todos os clube do Nordeste.

Imagine só, um clube como o Fluminense de Feira, nunca pensou em arrecadar, como arrecadou no nordestão, com receitas de TV e patrocínio em torno de setecentos mil reais.

Realmente é muito pra um time do interior. Bahia e Vitória tiveram também rendimentos importantes.

No aspecto técnico, o clube tinha uma grande competição e preparava a sua equipe para o estadual e para o brasileiro.

Os melhores colocados do nordestão, participavam da copa do campeões, que dava a vaga de campeão a oportunidade de ir para a Libertadores, onde nessa competição o Paysandu quase leva o título à nivel da sulamericana e participaria da grande festa dos clubes no mundial em Tóquio no final do ano.

Faltou realmente uma maior organização da liga do nordeste, inclusive com um tribunal para o julgamento das disciplinas, teria também que ter um registro próprio para não depender diretamente da CBF. Ter um quadro de árbitro a altura da competição.

Fizemos uma vez ainda e diga-se de passagem com a ajuda do ex presidente do Viória, Paulo Carneiro, mas não deu mais certo.

Como é a relação entre Ednaldo Rodrigues e Ricardo Teixeira. FBF e CBF?
Poderia ser diferente. Mas foi ao contrário, ele viu que eu apenas estava defendendo os clubes da Bahia e a entidade FBF. Se houver um convite para CBF não sei como seria minha resposta.

Prefiro esperar terminar o meu mandato e ver o que vai acontecer. Acho que devo mesmo ficar no que sei fazer. O futuro a DEUS pertence. Posso até comandar algum clube do interior, não sei ainda.

Gosto de viver o presente. E o meu presente agora é lutar pelo futebol da Bahia como presidente da Federação Baiana de Futebol.

Como você analisa hoje o site futebol nordeste que chega nos seus dois anos online?
É uma referência das mais importantes para dar uma qualidade a todos os desportistas que querem ter a notícia de uma forma transparente e verdadeira.

Isso é importante quando a notícia chega de uma maneira rápida e competente. Sozinho ninguém faz nada, acho que cada um tem que fazer a sua parte.

O futebol é a mesma situação daquela história do beijar-flor no incêndio da floresta.

Onde o Beijar-flor foi no riacho, pegou uma gotinha de água e começou a jogar no incêndio e ai começou a gozação com o Beija-flor, ao perguntar: Você vai apagar o incêndio com uma gotinha de água? E ele respodeu: Eu estou apenas fazendo a minha parte!

Então, eu acho que cada um fazendo a sua parte, o torcedor protestando de uma forma disciplinada e civilizada, querendo o melhor pra sua equipe; o dirigente procurando fazer a sua parte; vocês da inprensa também fazendo a parte de vocês; tudo vai dar certo.

Só cresceremos quando todos estiverem imbuídos no mesmo pensamento.

Agradeço pela oportunidade no site Futebol Nordeste.


Ednaldo Rodrigues - Presidente da FBF foi entrevistado por Toni Silva da redação do site Futebol Nordeste.








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